A HISTÓRIA DE AUZILANDIA
Ó deusa da poesia
Desperta minha memória
Da força ao meu pensamento
Pra eu rimar uma história
Falando de Auzilândia
Do começo até agora.
II
Quem conheceu Auzilândia
Há 50 anos atrás
No tempo que tinha mata
Dando abrigo aos animais
Pode observar que ela
Ta diferente de mais.
III
Não tem mata, não tem caça
E o rio quase secou
A lavoura ficou pouca
E o peixe se acabou
Tem muita mulher bonita
E homem conquistador.
IV
Nos anos setenta e quatro
Cheguei nesta região
Pra trabalhar na lavoura
Que era minha profissão
Trazendo minha família
Para me dar proteção.
V
Seu nome era empoeira
Pelos índios batizada
Mas foi fácil acostumar
Nesta pequena morada
E hoje é Auzilândia
Por todo mundo chamada.
VI
Empoeira era pequena
Mas sempre foi elegante
Fazia festa bonita
Para atrair viajantes,
Que vinha tratar de negócio
Com nossos comerciantes
VII
O terto Leandro lima
Um grande comerciante
Como chefe do lugar
Ele era importante
E tratava de negócio
Com o povo viajante.
VIII
Também tinha o antonim
Com a lancha lampião
Correndo no pindaré
Igualmente um furacão
Conquistando passageiros
De Alto Alegre e região.
IX
Na fazendinha o Luis Nunes
Tinha a lancha bem-te-vi
Correndo no pindaré
Que juro que nunca vi
Deu um prego em Porto Alegre
E se acabou ali.
X
Eu vou mudar de assunto
Pra falar de educação
É lamentável contar
A triste situação
Pois os alunos estudavam
Todos sentados no chão.
XI
Aqui não tinha colégio
Pois era muito atrasado
Os alunos estudavam
Em salão improvisado
É lamentável contar
O que se viu no passado.
XII
Mas hoje ta diferente
Tem colégio de primeira
Os alunos e os professores
Inventam até brincadeira
A corrida de gincana
Pra ver quem ganha a carreira.
XIII
O colégio que aqui tem
Chamado Artur Azevedo
Foi feito por Antonio Braide
Mas forte que um torpedo
Não tem medo de quem morre
Nem de defunto tem medo
XIV
Nossos alunos de hoje
Vivem alegres e sorridentes
Estudando em bons colégios
Com professores competentes
Saindo do mundo das trevas
Para um mundo incandescente.
XV
Parabéns nossos alunos
E professores também
Parabéns para Auzilândia
Pelo sucesso que tem
Dois mil e onze está indo
E dois mil e doze já vêm
XVI
Aqui encerro o programa
E pra vocês meu abraço
Confesso que quase perdia
A grande luta de braço
Pelos oitenta e dois anos
Que tenho no espinhaço.
AUTOR:LINO TORRES
82-ANOS
RUA TREZE DE MAIO,166
Nenhum comentário:
Postar um comentário